Corre ali, bebe aqui.

E depois de tudo fui pra Londres. Embarquei Segunda de manhã e cheguei bem rápido lá, uns 45 minutos.

No caminho pra casa do meu irmão mal pude acreditar que estava em Londres, juro, acho que a última vez que tive essa sensação foi quando eu tinha uns 7 anos e minha mãe me levou no Parque da Mônica.

Eu realmente tinha MUITO medo de viajar sozinha, já tive milhares de pesadelos sobre o assunto, muito por isso eu nunca tinha viajado antes, várias vezes eu tinha a grana na mão e inventava alguma outra coisa estúpida pra fazer com o dinheiro.

Desci no aeroporto de Luton, um lugar bem distante da cidade. Eu estava tranquila quando comprei as passagens pois não estaria sozinha e não teria que passar por essa eu comigo mesma.

Mas as coisas mudaram no meio do caminho e eu tive que amadurecer a idéia de estar completamente sozinha em Londres. Ok, meu irmão mora lá, mas me ofereceu apenas sua casa, não ia sair comigo nem me dar feedback nenhum, ele trabalha e também não ficamos muito tempo sem brigar rsrs…irmão mais velho é isso, néam? Felipe, te amo!

Enfim, peguei um ônibus e fui.Cheguei na estação Victoria e minha alucinação aumentou, acreditava menos ainda em estar sozinha lá. Por sorte minha mãe me obrigou a fazer anos e anos de Yázigi então me viro muito bem no inglês e não passei dificuldade alguma em relação à isso. Peguei outro ônibus e fui.

Me perdi muito. Foi quando conheci um FRANCÊS muito muito muito amável em Islington que me ajudou a chegar até meu destino, me pôs num mini cab e cheguei bem em casa. Exatamente 3 horas depois.

Meu irmão mora no guetto, um lindo e encantador guetto!

Conselho: se for à Londres compre um guia de bolso chamado A-Z maps, ele ajudou em toda minha estadia na cidade (obrigada migu!).

Fui recebida calorosamente pela Jenny e fomos com meu irmão passear pelo bairro, andamos até Brick Lane, entramos em brechós incríveis, comemos, namorei as ruas frias e estreitas….. Muito frio, pior que em Paris.

No dia seguinte fui na Tate Modern,  passei pelo Big Ben, London Eye….aquela vibe toda turistão. De tarde fui pra Oxford Street, claro que passei mal na Top Shop e na Boots….

De noite fui pra um pub onde o roomate do meu irmão, Victor, trabalha, o luhar chama The Macbeth e fica em Hoxton.

Conheci uns amigos e fui muito bem recebida. Fui apresentanda ao Jager Bomb, um drink incrivelmente gostoso com um shot de Jagermeister dentro de um copo de Red Bull. Não sei exatamente quantos bebi….mas foram alguns. Diferente daqui lá a noite acaba cedo então 2 am eu e o Victor já estavamos em em casa. No dia seguinte acordei ótima sem dor de cabeça alguma e resolvi ir pra Brick Lane de novo, aquelas ruazinhas pequenas com lojinhas de bike e brechós me encantaram e eu tinha que passar um tempo lá.

Enfim, não dá pra contar tudo que fiz mas acho que consegui administrar bem o pouco tempo que tinha e voltei cheia de vontade de conhecer o que não conheci.

Amigues, é vergonhoso mas tenho que admitir que nesses 8 dias o único dia que corri foi no dia da prova. Não tive coragem de correr com 2 graus. Sou pão com ovo, sim!

Da próxima vez que eu for viajar, que será em breve, conto com antecedência para vcs me darem dicas, elas me fizeram alguma falta nessa viagem, as poucas que recebi vieram tarde.

E fica a dica: Correr é uma ótema desculpa pra viajar!

4 respostas em “Corre ali, bebe aqui.

  1. Olá Paula! Adoro o seu blog e estou sempre lendo, mas gostaria de fazer uma pequena crítica ao seu post. Acho que ficou um pouco preconceituoso vc dizer que encontrou um “negro” muito muito amável. Pegou um pouco mal, pois, normalmente, as pessoas não dizem “branco” mt mt legal e etc… Não quero parecer moralista, nem nada. Também não sou negra, mas tenho um amigo negro que leu o post e se sentiu mal…. Só estou te dando um toque sobre isso! Abraços e boa sorte sempre!

    • Oi Carol,
      na verdade eu estava em um bairro negro, coisa que não existe aqui no Brasil e era algo novo pra mim, e um homem negro me ajudou. eu poderia tê-lo chamado de homem, ou de loirão amável se fosse um loiro, ou de japones amável, de inglês amável ou até mesmo de Senegalês amável (ele era Francês na verdade!) não entendo muito por que chamar um negro de negro pode soar preconceituoso, mas enfim….peça desculpas ao seu amigo. acho que eu deveria ter falado sobre o contexto afinal eu estava em um bairro negro.
      beijos!!!

  2. Olá Paula,

    Concordo com vc em muita coisa e, sem dúvida alguma, tudo depende do contexto. No entanto, algumas pessoas se sentem “sensibilizadas” com certos comentários, principalmente os negros que ainda são muito discriminados. Meu amigo é corredor também e tenho certeza de que ele lerá sua resposta e entenderá. Obrigada pela gentileza ter se manifestado! Abraços e boas corridas!

    • Eu que agradeco a sinceridade. a maioria das pessoas prefere falar por aí ao invés de falar diretamente!
      Manda um beijo pro seu amigo corredor!!!

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