A arte de não correr provas.

Confesso que há um tempo cheguei a sentir uma pontinha de inveja ao ler os amigos relatando as provas nos posts de Domingo, especialmente nos finais de semana que não corri nenhuma.

Quem nunca? Não tenho vergonha de assumir esses sentimentos ridículos que de vez em qdo batem na porta.

Existem muitas #ansiedades que assombram nós corredores, por mais que não sejamos escravos do esporte: ansiedade qdo nos machucamos, ansiedade nos descansos, ansiedade em baixar os tempo e  por aí vai…posso listar aqui umas 20 páginas de coisas que nos causam a ANSIEDADE DO CORREDOR.

Hoje vou falar sobre uma delas:  ansiedade por não poder correr todas as provas do mundo todo final de semana.

Nesse final de semana teve Bertioga-Maresias, uma prova linda que adoro e a Corrida da Ponte, uma prova tb linda que seria minha primeira vez. Então minha timeline estava bombando de fotos e relatos incríveis dos amigos…

Sei que foi um sinal de maturidade ter escolhido não correr nenhuma delas, mesmo estando inscrita na Ponte. Há alguns anos eu faria como se não houvesse amanhã, ignoraria que meu corpo vem de provas fortes e quase seguidas, e faria mais essa, afinal de contas que diferença faz uma a mais?

MUITA!

A intensidade que a gente corre uma prova não é a mesma que corremos um treino, ela exige e machuca muito mais. E tendo isso como premissa, estou tentando ser adulta e coerente na hora das escolhas.

Hoje entendo que não dá para brincar todo final de semana. 

E essa talvez seja uma ansiedade extremamente perigosa, pareando com BAIXAR OS TEMPOS E AUMENTAR O VOLUME CUSTE O QUE CUSTAR.

Eu sei que é tudo muito sedutor, e quase sempre uma prova legal é seguida de outra tão legal quanto, mas independente da paquitagem toda que adoramos, é preciso ser coerente e responsável pra não pagar o alto preço de se machucar e não poder fazer prova e nem o treino longo gostoso do final de semana.

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#saidaquiansiedade

Falando nisso, clica aí que  Vale a leitura!!

12 respostas em “A arte de não correr provas.

  1. Eu também estava louca para fazer a Corrida da Ponte pela primeira vez e deixei passar … fui ver os meus amigos de Recife voando na chegada. Além de ter feito corpo mole para esperar o cartão virar para fazer a inscrição (e perder, pq esgotou 1 semana antes do prazo), tenho uma corrida no próximo domingo e seria forçar muito a barra. Males que vem para o bem …

    Beijo enorme e livrai-nos da ansiedade do corredor, amém.

  2. Todo mundo fez a Corrida da Ponte. No Facebook (e até em minha própria casa!) não se fala de outro assunto, só vejo fotos da prova, tempos no Garmin, tudo sobre a Corrida da Ponte.
    Eu escolhi não fazer, foi uma decisão minha. Tinha medo de já chegar enjoada em Niterói por causa da barca. Gosto de estabelecer mini metas durante o percurso e como a ponte é uma reta de 13k, não sei se eu funcionaria bem. Mas levei meu marido até a saída das barcas, de manhã cedo, pra incentivar e ver a movimentação. De última hora, saindo a última barca para Niterói, meu treinador me ofereceu um número que estava sobrando, de uma pessoa que se inscreveu e não pegou o kit na mão dele. Fiquei na tentação, mas optei por não ir, não saí de casa com a cabeça focada nisso…. E fiquei lá, na linha de chegada, pensando que seria muito bom ter feito a prova e com inveja de todo mundo que estava com medalha. Mas foi a decisão mais sensata, pra não pagar lá na frente na próxima meia pq exagerei antes da hora.

  3. Dez, eu fico super triste quando não participo de uma prova que todo mundo vai…mas precisa ter muita calma nessa hora, o mundo não vai acabar…adorei o texto, bj

  4. O meu face ontem também estava LOTADO de fotos de amigos que fizeram a corrida da ponte. Eu escolhi não fazer pois a minha artrose no tornozelo esquerdo não anda boa, e todos os especialistas que visitei me recomendam ficar nas provas de 10k, se quiser correr pra sempre. No entanto, admito que bateu um arrependimento, sim.
    Ainda tem a questão das provas em si. Houve uma época em que fazia duas por mês. Como trabalho muito, pouco vejo mus filhos, qua ainda são pequenos. Como o marido não gosta de ir junto, não posso levá-los comigo. Ou seja, sempre que chegava das provas eles ficavam cobrando que já não bastava eu estar longe deles a semana toda. Que no domingo de manhã também tinham que estar só com o pai…me senti culpada e resolvi dar um tempo.
    Escolhas, escolhas.. eles são prioridade. Por enquanto vou ficando com os treinos. Daqu a uns dois anos nem vão querer saber de mim,rssssss, então, vou aproveitar e curtir essa fase

  5. Olá Paula…Nunca fui de correr muitas provas e realmente correr todas seria de duas uma “insanidade” ou “paquitagem” quem já tem uma pegada forte e nunca vai correr para “curtir” é bobeira fazer todas as provas, não dá tempo de ver evolução e pode gerar um efeito até que contrario. Apoio a idéia é preciso ter consciencia e cuidar para estar sempre bem!!! Esta semana entro no seu lema de “suggar free” vamos ver o que vai dar!

  6. Tb estava inscrita na ponte e não fui, mas não pq venho de uma seqüência de provas fortes como vc, esse ano só fiz volta a ilha! Mas as vezes temos outras prioridades como família etc que tb nos impedem de abraçar o mundo e sem crises…….priorities, certo? First things First !

  7. Paula,

    Se dermos ouvidos aos nossos desejos e vontades, realmente correremos uma prova todo final de semana. Mas é necessário ter prudência e bom senso, saber respeitar limites do corpo e lembrar que descanso (day off) também faz parte do treino. Não é possível (e nem saudável) ser “sangue-no-zóio” o tempo todo.

    Eu tenho sido criterioso nas minhas escolhas de provas-alvo. Primeiro porque trabalho, tenho filho, esposa, casa para cuidar e dividir tarefas (que impede uma carga “ideal” de treinos e preparações). Segundo, porque não sou tão privilegiado fisicamente, e minha necessidade de descanso e respeito aos limites do corpo precisam ser observados. E terceiro, porque financeiramente não custa barato bancar um monte de inscrições em corridas, além das despesas de locomoção e hospedagem (nas provas em cidades mais distantes).

    Por isso, prefiro correr umas 4 ou 6 provas “oficiais”, e entre elas fazer uma boa preparação. Sem neura, sem nóia. Na diversão e com tesão.

    Abraços, bons treinos e boas provas (na medida certa para cada um).
    Brunno – http://movidoaendorfina.wordpress.com

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