Correndo com educação.

Uma coisa preciosa que aprendi nas corridas de montanha foi ter respeito e educação pelo local onde estou correndo.

Não que antes eu não tivesse, mas por exemplo achava que tudo bem jogar um sachê de gel (na época q eu ainda tomava gel) no chão, afinal estava incluso nas obrigações dos organizadores limpar os locais de prova.

Só que não é bem assim que funciona. O local onde treino é percurso de prova em muitos finais de semana e quase sempre tenho que conviver com resíduos de lixo. Ontem no final do dia vi milhares de sachês de gel pela Politécnica e simplesmente não pude fingir que não me incomodei.

Na corrida de montanha é o respeito pela natureza que nos impede de jogar lixo, é meio natural, acho que só pessoas muito ignorantes tem coragem de fazer isso.

Na corrida de rua, urbana não funciona assim. A gente não precisa respeitar a cidade, é isso?

E sinceramente, qual é o problema em tirar o sachê de gel cheio do bolso, consumí-lo e guardá-lo novamente vazio? Dá pra levar em saquinhos pequenos ziplock (custa 2,00 o cento) e guardar neles para não melar as roupas. Claro que cascas de frutas, copos de plástico e outras coisas maiores não tem como não descartar, mas até para os organizadores, é mais fácil limpar direito (quando limpam, né?) quando o lixo tem volume do que “papeizinhos no chão”.

Se percurso da prova de hoje é o local de treino da sua amiga amanhã.

Fazer coraçãozinho com as mãos e #projetovidasaudável todo mundo faz, quero ver fazer o  #projetocuidodeondecorro, vamos?

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18 respostas em “Correndo com educação.

  1. Disse tudo que eu penso! Eu consumo meus saquinhos de gel, e justamente por isso eu levo o cinturão, pra poder carregar e após guardar o saquinho vazio.
    Demais Paula !! Parabéns pelo blog, vc é inspiração ! Beijos.

  2. Paula, definitivamente, me incomoda jogar lixo no chão. Acho que a ideia do Marcel Pracidelle é muito viável. Na maratona do RJ, em alguns pontos, foram colocadas lixeiras bem grandes, para a gente arremessar o nosso lixo e acho que foi bastante útil. Corrida em meio à natureza dá uma baita vergonha…. Fica um rastro de lixo por onde a gente passa. Acho muito legal você levantar este assunto! bjs

  3. Fantástico, Paula.
    Apelar ao bom senso (e à educação) é sempre um bom caminho. Precisamos criar um novi senso coletivo, onde o estado (que nos representa) cuida da cidade CONOSCO e não para nós. Vale ressaltar que o Estado representa a “nossa” vontade de termos cidades limpas, a começar por nós cidadãos educados e conscientes de que jogar qualquer coisa no chão vai contra o próprio desejo de ver tudo limpi e organizado.

  4. Muita gente apoiando a ideia, eu adorei o assunto. Sujar uma trilha é mais do que falta de respeito (é absurdo). Já nas corridas de rua vejo galera jogando os sachês e copos na propria pista…muitas vezes colocando em risco o pessoal que vem logo atras, que pode escorrer fácil ao pisar em copo e/ou um sachê, é horrivel passar perto do ponto de hitradação e ficar “pulando” o lixo. Normalmente eu jogo meu copo no gramado ao lado da pista ou nas bordas que sempre tem, o que não dá é jogar no meio da via.

  5. Com certeza! Eu guardo o meu saquinho de gel. Os copos vão para o chão, mesmo, não tem jeito. No entanto, quando tem lixeira, eu espero elas chegarem e arremesso!
    Mudando de assunto, porque abandonou o uso de gel?

  6. Em relação à sujeira em provas de trilha não tem nem o que comentar, fico espantado em ver alguém jogar até um papel de bala se for o caso. Se não tiver lixeiras, é OBRIGAÇÃO de cada um não emporcalhar nossa natureza. Em relação às provas em asfalto, imagino que essa ideia de distribuir vários latões por uns 500 mts após os pontos de hidratação minimizaria em muito a sujeita. Fica a dica para os organizadores!

  7. Liçao aprendida.
    Na politecnica e na av do pq vila lobos tem latas de lixos afixadas nos postes. Joguei a embalagem do gelzinho no devido lugar ontem. Nao perdi 5 seg.
    Bj

  8. Lindo Paula. Também penso dessa forma.
    Acho que uma boa é colocar o sachê de gel dentro do copinho plástico (afinal a gente tem que tomar com água mesmo né?) assim fica mais fácil para o pessoal recolher depois.
    Parabéns pela iniciativa!

  9. Paula, a questão levantada por você é mesmo muito importante.

    Aproveitando o tema, tem uma outra coisa que me incomoda muito: geralmente os copos (seja de água ou seja de isotônico) vem com uma quantidade de líquido maior do que a maioria das pessoas costumam consumir a cada ponto de hidratação. No fim das contas, a grande maioria toma 1 ou 2 goles (metade do copo) e joga o resto. Ou seja, além da questão de sujar as vias, há outra questão importante que é a do desperdício de água. Talvez fosse o momento de se pensar em fazer vasilhames (copos, saquinhos, etc) menores especialmente para as provas, isso ajudaria a reduzir o desperdício.

    Abraços.
    Brunno – http://movidoaendorfina.wordpress.com

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