Correr com confiança

Não sou uma pessoa que vai para um desafio com a certeza que irá superá-lo com louvor. Muito pelo contrário, tenho medo, sinto dores de barriga nos dias que antecedem, fico nervosa, ansiosa e muitas vezes passa pela minha cabeça desistir.

Senti isso na véspera do XTerra, na véspera da Maratona do Rio, antes senti nos 600k quando me deram um trecho horrível de subida e senti na Volta à Ilha quando me deram o Morro Maldito.

É algo que não consigo administrar muito bem, fico pensando que vou quebrar, que será uma derrota…e sempre espero pelo tal dia fatal.

Semana passada decidi que correrei a Bertioga-Maresias, que acontece nesse Sábado 19/10, com a equipe feminina do FIT & FURIOUS.

A equipe tem 8 pessoas, cada uma com um trecho e o meu será a Serra de Maresias.

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Quem vive em SP sabe das dificuldades que temos em treinar nas subidas.

Não tenho tempo de pegar carro para chegar em lugares de treinos específicos, minha única opção é a USP seja lá o que estiver na planilha…

Semana passada fiz um treino muito bom e bem paulista: subi a Rebouças, Av.Paulista até o fim, voltei, desci Melo Alvez, subi Haddock e desci Rebouças.

Bom ótimo, porém pontual pois é impossível me organizar para um workout desses durante a semana, assim como Pico do Jaraguá e outros lugares onde preciso fazer força, esse fator tb que contribui para a falta de confiança em véspera de provas de subida.

Nesse finde viajei pro Rio e quando o Iaza me disse que correríamos 28k pela Estrada das Canoas, Paineiras etc…e mesmo sendo apenas um treino me senti igualmente insegura. Poxa, ele é meu treinador mas tb é meu namorado, não gosto de fazer feio nem parecer fraquinha!

Mas tentei ver pelo lado positivo: apesar de o Iaza não gostar  da expressão O Rei da Montanha, pra mim ele se encaixa nessa categoria e não existe ng melhor para me instruir nesse tipo de treino.

Não corremos juntos o tempo todo, o que também não me incomoda muito pois CURTO me concentrar sozinha. As palavras que ele me disse no início foram de suma importância para meu trabalho mental e físico sair perfeito: VAI CONSTRUINDO DEVAGAR.

E assim o fiz.

Em alguns momentos quis encerrar pois estava muito cansada mas ele não deixou. Em outros quando queria andar o apoio moral vinha em chibatadas na bunda, o que super funcionou pois elas doem mais do que botar a bundinha pra trabalhar na subida.

No final corremos mais de 30km e pude reencontrar a confiança de correr subidas.

Sem Título-4

Por mais que tenha consciência da minha dedicação nos treinos, tenho medinho de determinadas situações, quero muito aprender a lidar com isso, e acho que incluir treinos um pouco mais desafiadores na rotina pode ser um ótimo começo para se construir a confiança pré prova.

Boa semana e bons treinos, meninas!!

E obrigada coach!

11 respostas em “Correr com confiança

  1. Estaremos lá, Paula ! Eu não farei o último trecho, deixo isso para os corajosos e corajosas como você, correrei os trechos 1 e 6. Boa corrida para nós !

  2. Paula, sou exatamente como vc! Tenho medo, tenho dor de barriga pré prova e na hora da prova…ultimamente tenho gostado mais dos treinos do que de participar de provas mesmo por causa destes sintomas que sei que é psicológico. A autocrítica é grande e toda vez que me sinto muito cansada ou não fiz o tempo que imaginava fico triste, mas amo correr e desistir jamais!

  3. Adoro os seus textos, todo mundo que se dedica aos treinos não deveria temer as provas, mas o psicológico sempre dá um jeito de colocar uma pulga atrás da orelha, bom agora é condicionar o psicológico tb para correr confiante.

  4. Força Paula!
    Também me pareço contigo, essa aflição só prejudica… Você tem construído corridas muito sólidas e resultados muito legais… A base já ta feita, agora é só lapidar. Tenho certeza que vai dar tudo certo. Pau no gato!

  5. Comecei a fazer umas preparações mais pesadas pra correr melhor trechos de subida (sou Júnior ainda, não corro mais de 15k e corro devagar), de medo de falhar. Todo domingo faço um longo com subidas de avenida tenebrosas aqui em Bauru e o que me anima a pular cedo da cama é pensar que dói mas funciona, faz uma baita diferença – na última prova, que era minha prova-meta, foi fundamental e fez um bem desgraçado pra minha confiança (toda prova é igual, durmo mal, fico tensa, etc).

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